Corvos na Janela

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 Tua sombra encobre a minha, é muito fácil de perceber algo maligno. Sua negra cor assombra meus olhos; sua maldade corre no sangue. Eu comprovei. Tirei a prova de que você é a maldição me seguindo com suas nuvens negras pelas ruas que caminho. Mas as nuvens negras não cobrem toda a cidade. É tão parcial!
 Interessante é como eu gosto disso. Aquela alma boba que deixei para trás. Eu gosto de esquecer. De acabar com o antes e senti o vulcão de agora. É mais confortável . . . mas a morte só é amanhã. Eu terei que esperar meu descanço eterno por mais algum tempo que eu não sei. A vida adia a morte . . . e isso é só para mim.
 Há alguém que continua do outro lado esperando. Ela precisa daquilo que poucos desejam. Mas não vagou em vão; foi criado um efeito doce de uma vida sem censura. E tudo isso foi os corvos que contaram . . . Eu estava num sono profundo quando com um pio eles sussuraram a história no meu ouvido. Da janela eles me contam os segredos.


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