De dentro pra fora

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A solidão perante as coisas da vida é só mais uma prova de como o mundo é cruel na sua vastidão. Estaria mais segura de mim mesma se ao invés de dizer sim às regras eu colocasse tudo que sinto pra todo mundo vê. Acabar com a confusão da minha mente seria agora, impossível. A vida tem esquinas por onde devo me arriscar, ao andar pelas ruas vejo as pessoas passando sem me notar. O meu  olhar de maldade traduz o poço que existe dentro de mim; as fronteiras dos sonhos impossíveis descontadas num grito que me faria imaginar livre dessa prisão onde os segundos parecem séculos e as pessoas parecem montros. Os rostos estam cansados do meu rosto, e eu cansada do timbre de suas vozes me deixam alternativas desesperadas onde nem eu mesma posso me salvar.
O sótão, o porão do meu coração tem segredos que um dia serão revelados, porque eu não vago, existo pra viver e é essa missão que irei cumprir. Não evito que seja julgada pela minha tristeza e solidão, pois quero mesmo que todos saibam o que vem de mim. A casa da minha alma nem é tão poética assim, preciso aprender bastante coisa antes de andar pelos caminhos da vida. Mas o fato é que andando pelos caminhos é que se aprende. E quando aprendemos algo no trajeto, deixamos de esperar os reflexos do passar da vida.
Surgirei algum dia mais nítida do que sou hoje, talvez alguém me notará, mas isso não importa ao acaso da vida. Porque ser diferente é ser único dentre os iguais,


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