O Visto

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Na penumbra do momento a noite aparece, o silêncio se esconde fazendo o seu jogo, tornando pessoas reféns. Ao correr apara salvar alguém - algo é esquecido para depois- nada importa mais que o próprio objetivo. O medo das escolhas é o perigo pelo qual devemos correr, o suspense de uma vida que traduz a confinação de um certo alguém nos seus mesmos pensamentos.
Eu tento aliviar minha dor com a certeza de que tudo que faço é em vão, e vivendo sozinha eu vi que desaprendi a andar, e hoje tudo que faço é por pensamento. Longe se vai ao pensar na vida de um lugar certo, no momento certo e de forma certa. Ninguém pode me dizer que me lê como livro, pois as páginas estão rasgadas, e alguns capítulos foram perdidos.
O visto das palaras ao acaso, escrito por quem não sabe temer o escuro da solião, visto de forma incerta e inadequada para olhos confusos e mal ensinados. O que foi visto e transpassado de forma sincera. O visto dos livros, dos poemas, da pele, lembranças e lições.
Não adianta minha tentativa de gritar, pois meus anseios ninguém pode ouvir. O sufoco me prende os olhos, me mata aos poucos, travando minha voz- me deixando muda para a vida-. Não há mais possíbilidades de um renascimento a partit da situação; a vida só será possível se for reinventada...   E meu sorriso não pode ser refeito pois minha tristeza já o tomoou para si.
Estou sempre em busca de novos horizontes, me iludindo porque na verdade, eu sempre volto para o ponto de partida... onde tudo começou. E a minha experiência somente agrava o meu ser, me deixando perdida sem direção nem escolha. Vou parando de andar com o passar dos dias. E o brilho dos meus olhos já não pode ser mais visto, minha alma sumiu e a prova disto é quando eu me olho no espelho.
O coração parou, tudo deixou de funcionar... ficou um vazio infinito, um por quê sem explicação dentro de mim.
Quando vejo o que já foi visto, a minha certeza aumenta de que eu morro um pouco mais a cada minuto que se passa.


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