Veias de Ferro

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O duque caminhava pelas ruas noturnas tentando fugir de sua maldita vida. Inesperadamente foi atravessando a rua quando a última coisa que viu foram os faróis cegando seus olhos.
Ele acordou e já não era mais o mesmo de antes. Sua vida maldita de que ele tentava fugir agora parecia distante. E lembrou-se... lembrou-se dos faróis, da escuridão e do sentimento de fim.
Agora ele têm uma pedra posta sobre o coração. Seu sangue virou barro e de seus olhos não escapa nenhum brilho. Transformara-se em lata e sucata com sistemas programados para cumprir ordens. De seus lábios só escapam agora, palavras de conformismo que aceitam e acatam. Nada de questionar!
Sentimentos e amores não podem mais existir em seu mundo, porque de seus olhos não escorre mais nenhuma lágrima, e seus gestos são repletos de obediência.
O duque de ferro anda com seu corpo rangendo e protestando. Seus pés arranham o assoalho. Sua vida agora nada mais é do que um tablete de tarefas; tais que ele cumpre cabisbaixo e com medo de ser castigado.
O duque só têm a noite para amar. Lambrando-se do tempo em que vivia a humanidade da vida, do tempo em que podia ter raiva do que quisesse... ele fica no sobrado amando a lua... balançando seus pés de lata. E sonha... sonha em um dia poder sentir o seu sangue correndo pelas veias.


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