Lágrima Negra

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Enquanto caminhava pelas ruas escuras, a madrugada desfilava o seu manto sobre tudo. Meu corpo dolorido eu arrastava para mias longe o possível da cidade cruel. Eram 3:15 e aquele dia eu não esqueceria.
Dos castelos góticos apareciam rostos nas janelas. E de algumas direções pude ouvir passos desconfiados. Eu só queria vagar sem rumo para lugar nenhum. Havia lua cheia e nada  poderia ser mais lindo.
Meus pensamentos estavam intricados em si mesmo e o meu controle achava-se abalado nas entranhas do meu ser. Sobre meus ombros eu carregava o mundo que não lembrava de nenhuma de mim. Era tudo solidão e aquela dor eu jamais antes sentira.
Até eu me dar conta de que caminhava à beira do precipício, já não podia recuar, ameaçada pelos vampiors de almas... eu ali estava perdida. Havia toda a escuridão e ali eu morreria.
E quando caminhares pelos vales das sombras, há de lembrares da lágrima negra que derramei pela última vez quando chamei pelo teu amor!
Porque quando não há mais nada de bom dentro da alma, o que escorre para fora dos olhos é apenas a última comprovação.


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