Eis de aqui prostar minha pesada cruz,
Assombrando à noite sem nenhuma luz.
Nos vales escuros minh'alma caminhar perdida,
Gemendo clamores de uma morte sofrida.

Com espasmos eu sinto meu corpo trepidar
Enquanto assino as lamúrias infidáveis,
Com certo assomo aprender a respirar,
Os horrores em volta sempre intermináveis.

Penso que minha vida é só mais uma incógnita não resolvida,
Que qualquer dia será entendida quando da noite eu sair.
E quando não mais eu estiver escondida,
Dessa melancolia talvez eu consiga fugir.

E eu me pergunto nos meandros da solidão:
Sou eu uma desalmada? Cometi pecados insanos imperdoáveis?
Algum dia serei viva de novo? ...
As perguntas ecoam na eternidade sombria.

(Este poema teve uma grande ajuda de meu grande amigo STICK.
Valeu man, tu é o cara, rs.)
Quando eu vejo você minha vida se torna uma bagunça, troca as palavras. Pena que nunca tive a chance de falar com você, de abrir meu coração e expor meu sentimento, mas penso que palavras são inúteis para tudo isso que sinto aqui dentro.
Os amigos me falam pra eu te esquecer, seguir em frente, mas eu insisto em te querer, porque na verdade meu verdadeiro amor é você.
Em todo canto te vejo, em toda ocasião te quero e meu desejo é descobrir o sabor do teu beijo, o calor do teu abraço, te sentir perto de mim, porque só assim me sentirei bem.
Não sei mais o que faço, a cada dia que passa te vejo mais distante... mas um dia pegarei em tua mão, te falarei coisas que não ouviu ainda, e te mostrarei que te quero mais do que você imagina.
Desde o primreio dia que te vi me encantei, e tive a certeza que você era mesmo aquilo que sempre procurei.
Meu bem, um dia vou te tocar, te beijar, te mimar, e mesmo que não dê certo,você vai lembrar de mim. Porque sempre serás minha eterna namorada, porque depois de você não vou precisar de mais nada.

(Escrita por Lucas "4Kaos" e Rayelle)
Em meio aos torpores eu caço por alívios em pequenos potes. De uma pequena injetada todos os males se vão. Possessos meus pensamentos se enrolam nas próprias leis, pelas ruas eu cuspo os meus medos desacreditados.
Continuo na viagem, estou num mundo só para mim. Quando saio à noitem em bando tenho moral, e me escoro no exterior rebelde para à muitos impressionar. Aos vícios, me entrego por inteira; onde posso mergulhar num túnel colorido e fora do comum. Enfrentando a vida com ardor e urgência, eu passo correndo por aquilo que me prende. No olho do furacão eu invalido a sanidade me jogando sem limites à tudo que morfinize a realidade. Continuo na viagem, estou num mundo só para mim... e nele eu definho por conta própria.
Eu me pego ao que me faça esquecer do resto, e ponho todos os meus fracassos em canção para torná-los públicos. Eu construo hinos numa roda de alienados que resvolveram viver paralelos, e entorpecidos, pomos para fora a face interior que tanto escondemos.
Continuo na viagem, num momento indescritível. Eu flutuo na minha própria mente, eu charfundo no copo e seu líquido. E num último grito reprimido, eu gostaria de dizê-lo: "Fuja com seus medos, já não acha os meus suficientes?".
Em desassossego a cabeça vai à desaire; eles juntos podem pensar em calmaria. Quando unidos pelos próprios conflitos, eles se apoiam e arrancam o amor um do outro. Os dois amam a dor desta euforia e estam viciados pela loucura que os dominam.
Neste enleio que vez por outra sentem de seus atos, vão se entregando mesmo assim aos disparates que tanto assustam os alheios. Se amam e esnobam da vida normal que todos seguem.
Exânime está a censura, e os libidos estão à solta. Por ali mesmo, nas ruas, desfilam em protesto de mãos dadas, e não estão para ninguém em momento algum.
Multidão raivosa defensora dos princípios de Deus, seguram as pedras para atirar, preparam a fogueira para queimá-los e clamam para vê-los sofrer. Juntos estão só; nadando contra a corrente uma hora se afogariam na própria ousadia.
Mas o casal do inferno não teme, a dor esteve por ali sempre parceira. Dizem suas próprias línguas que a vida ou morte não intimidarão, e estão casados nesse cenário do contra. O laço que os une é sangrento e desalmado, e eles dançam esta provocação para toda a sociedade. Enquanto todos carregam nos ombros as acusações que despejam para os amantes do inferno, eles próprios, despreocupados, andam e agem com o sarcasmo como sombra; sempre zombeteiros da própria polêmica que causam.
Este amor que arde como fogo, vivo e viciante, queimando com um fulgor incontrolável, com uma insanidade indescritível, com uma ousadia inexplicável... é um impulso que os invade como um demônio que não pode ser expulso de seus corpos insanos.  E estes dois apaixonados obscuros carregam consigo tudo que os outros podem temer, arrastam e causam medo involutariamente.
Então pegue você sua pedra e se junte à eles também, porque talvez julgue que amar seja algo definível e o estereótipo disto precisa ser sempre encantador. Empurre-os você também para a fogueira, porque talvez ache que um amor livre e indominável nunca o achará. Você vai morrer tentando adequar o mundo à seus princípios. ;)
Ao nublar da tarde encontros casuístas passam a dar o ar da graça. Coibidos, os transeuntes correm mais rápidos que a própria sombra, e suas caricaturas são aços indestrutíveis.
Ao nublar da tarde os pensamentos tornam-se silenciosos. Nos cômodos dos olhos estão os frios sonhos deixados para o 2º tempo. Os  segundos morrem sempre cômputos, e a realidade é um termo tão surreal.
A tarde nublou, e a canção morreu... e todos se perguntam onde foi parar o amor. Porque eles corriam para alcançá-lo, mas estava escondido no bolso da desilusão.
Agora desiludidos estão os que corriam por ele, e só os resta esperar a noite avançar.
Estou parada em meio aos corpos que se agitam com a música. Estou procurando enxergar o seu rosto no rosto dos outros. Por um momento o coração acelerou pensando que o tinha visto naquela multidão, mas era só mais um cabeludo para confundir meus olhos perdidos.
O ritmo é tentador, mas eu não consigo me entregar. Me sinto presa à sua tão real ausência. Eu estou sufocando aqui, por você não estar ao meu lado.
Estou vivendo por obrigação a cada dia em que me lembro do impasse. Dentro de mim ferve um vulcão clamando para explodir. Nada tem mais a graça de antes, tampouco a essência que me fazia sorrir.
A agonia me pergunta onde você está senão aqui; ela irrequieta a sobra da razão que eu ainda tenho. Procuro alívio em diversões e tarefas, mas o seu nome está sempre gritando dentro da mente. Lapsos de sua foto e de seu jeito de andar, me atigem com um mau cruel.
De repente nada mais neste show me agrada; eu vejo que a música não sooa agradável aos meus ouvidos. Os corpos que saculejam descontrolados me empurram e me jogam, enquanto eu tento abrir caminho por eles. No momento, meu único objetivo é achar a saída e fugir dali. E, enquanto corro por estas ruas soturnas, sua memória vem em meu encalço... atormentar.
Meus olhos cegos cheios d'água não puderam enxergar o que me vinha, o clarão torturante e eu fui jogada ao longe. Quando o escuro e o nada me abraçaram, de você não pude lembrar. A dor havia partido e eu agora sou um único sopro longe de você.

O sol caiu ao longe no horizonte, e os olhos do fidalgo cortês pousaram sobre a cruz. Adiante ele caminha para o sepulcro onde jaz a alma de sua dama. Seu coração anseia pelas memórias póstumas da amada, mas a solidão é tão negra que só o deixa enxergar a morte. O fidalgo cortês aguarda as meia-noite's para despejar sua amargura sobre o túmulo, a dor montada em seu ombro chora suas lágrimas em pêsame.
Não existem mais dias para ele viver, mas estar sempre em prol de seus próprios distúrbios em retalho. Sua felicidade foi enterrada junta com o amor, e pelos seus olhos caminham escuros poços de tristeza como estandartes para declarar a sua tragédia pessoal. Pelas noites, sozinho ele caminha, com o machado por sombre o ombro para desenterrar da cova o corpo que teve em seus braços. Para tomá-la novamente num abraço de amor e morte.
Ter nas mãos os braços frios dela, que antes eram instrumentos de elegância  feitiço. O fidalgo cortês amenisa sua dor com este ritual macabro de abraçar sua esposa morta, como para unir mais o laço sombrio que os mantém juntos no espaço incompreensível das trevas. Ele vaga solitário pelas terras mais afastadas, procurando a morte para que assim possa se deitar eternamente. Mas o fidalgo é um anjo que a noite patenteou...
Figura moldada à escuridão, já pertence à tristeza e às noites sombrias vindas do acaso. Ele está preso à vida, e não há morte alguma que o arraste para o escuro. Ele não consegue morrer para se juntar à ela... está fadado à celebrar eternamente sua viuvez.
Eu nunca escondi o que sentia, mas ser sincera para você não é ser o bastante para se interessar. No fundo eu sabia que estava sozinha neste jogo. E que logo você se cansaria de ouvir minhas juras e me ver entregar o amor.
Eu só signifiquei um brevemente no tempo de sua vida. Você no entanto, devastou toda a sobriedade que ainda em mim existia, e arrastou os meus certos para longe do alcançe.
O que me consola é saber que uma hora minha memória o esquecerá. Haverá um dia em que você não será mais o devasso que acabou com o meu coração. Você também será apenas uma lembrança incômoda.
Essa sensação de caminhar pelo vazio, sem firmamento pra pisar, deu-me a prova de certas impurezas provenientes de mim mesma. Há tanto tempo achei que estava sã, e confiava em minhas próprias afirmações, que quando olhei para o meu outro eu, percebi que o real era desbotado, e que nem em mim poderia confiar.
Quando você crê fielmente na sua imagem construída, as outras faces são só vestes temporárias do seu diário tormento. E foi isto que descobri... que quem eu acreditava ser, não passava de um personagem criado pelo lado dominante.
Não foram somente as horas que gastei om a minha solidão, reponsáveis pelos muros que surgiram à minha volta. Mas  também as pequenas tragédias diárias que me levaram pela mão para o antissocial. Quando o coração se partiu no chão, não voltou a bater como deveria.
Foi fácil e frio perceber a distância esticando sua palidez pelos lugares que vivi. Como só eu estava trancada neste mar sôfrego de estranhas formas que me eram amigas, a vida vivida por mim era diferente da outra vivida pelo mundo. O ritmo mais lento ía sem pressa e se arrastava com dor, as flores murchas, cores invisíveis... entre quando paredes eu me escondia do sol. Deixeio coração cair por terra, e ele não voltou a bater como deveria.
Dentro do âmago as águas lamacentas sujavam o que restava de bom, e com os dias morrendo, eu pude melhor sentir as teias intricadas se formando. Não, não havia como eu me disfarçar de peça para entrar no terrível jogo social.  Desta vez eu própria joguei o coração, para que o partisse e ele não batesse como outrora foi...
Depois de vividas fases quase não existindo no dia-a-dia, aquele vazio de firmamento me disse adeus, e uma senhora de manto negro me pôs nas costas por corredores vazios. A senhora era gentil mas não tinha rosto, e funcionava como morfina no meu corpo enfermo. Foi esta senhora que esmagou por fim o meu coração, e as batidas não mais existiram.
Finalmente esta senhora decretou o fim de meus tormentos internos... a guerra contra mim mesma é chagada ao fim.