Calvário

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Eis de aqui prostar minha pesada cruz,
Assombrando à noite sem nenhuma luz.
Nos vales escuros minh'alma caminhar perdida,
Gemendo clamores de uma morte sofrida.

Com espasmos eu sinto meu corpo trepidar
Enquanto assino as lamúrias infidáveis,
Com certo assomo aprender a respirar,
Os horrores em volta sempre intermináveis.

Penso que minha vida é só mais uma incógnita não resolvida,
Que qualquer dia será entendida quando da noite eu sair.
E quando não mais eu estiver escondida,
Dessa melancolia talvez eu consiga fugir.

E eu me pergunto nos meandros da solidão:
Sou eu uma desalmada? Cometi pecados insanos imperdoáveis?
Algum dia serei viva de novo? ...
As perguntas ecoam na eternidade sombria.

(Este poema teve uma grande ajuda de meu grande amigo STICK.
Valeu man, tu é o cara, rs.)


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2 comentários:

  1. O PRIMEIRO POEMA da minha Diva, que momento histórico ♥_♥
    Amazing, tanto para ti quanto para o colaborador, fato.

    P.S.: sua matéria de Arte está prontinha, à sua espera. Pacote pague um e leve quatro, Arte Neogótica, Bizantina e Paleocristã q :D

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