O Ente

1 Comments
Eu ainda consigo escutar os choros de mulheres que lamentam, velando o caixão. Pois o moribumdo
à todos conquistou em vida. Junto com os cântigos estão os urros de dor profunda, profanados como um pedido de que ele fique... mas ele se foi. E em meio à palavras de consolo, todos nós descobrimos que a hora chegada é real, e a morte veio com ela para buscar aquele que estava entre o nosso amor.
Partimos para a cova num desfile de tristeza. A saudade está abraçando à todos nós pois a sentimos em meio ao torpor. E vamos caminhando cabisbaixos, tentando entender a partida com a dor montada em nossos ombros.
Nós apenas gostaríamos de que seus olhos cerrados ganhassem vida e sorrissem para nós com o explendor daquele azul. Desejávamos apenas que aquelas mãos calejadas do trabalho duro, voltassem a se estender para um aperto de mão simpático e caloroso. Mas o corpo do nosso querido ente continua dormindo o sono eterno, e enquanto a terra revolvida volta a cobrir a cova agora preenchida, temos a completa certeza de que nesse sono permanecerá.


Descanse em paz meu querido avô. Estarás em meu coração.


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Um comentário:

  1. apesar da morte ser uma dor muito grande ela li da mais força para viver e resistir

    onde seu avô esta...
    esta melhor que aqui

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