Desgraça

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Depois do desfecho trágico, resta o soar de alarmes falhos, avisando a desgraça dos infelizes. Sobre os escombros estão os corpos que vagam à procura de um sentindo, carregam cada um, sua cruz, e cabisbaixos caminham desolados pelos restos de uma vida que se foi perdida.
Seus olhos vazios, suas vozes escassas, cheios de sinas sem perdão os vagantes estão perdidos numa ilha de apocalipse. E enquanto rumam desesperançados, aproximam-se de um precipício irrevogável que os engolirá para todo o sempre.
Por todos os lados estão as provas de uma tristeza profunda e dominadora, que se alastra como praga, e se enrosca como raízes, em todos os corações que batem descompassados. O que ecoa pelas destruídas ruas e esquinas da cidade, são os choros de desespero e inocência, como única resposta à pressão tamanha da dor.
Na veia dos corpos desmotivados, corre negrura e moléstias; dentro d'alma incide um quadro nefasto de morte. Eis que nesta cidade só a dor perdura, e ela é a mandante do tempo que queima indiferente ao flagelo incontável.
Incontáveis são as dores espalhadas por tantas cidades; incontáveis são os sonhos destruídos de tantas vidas.


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Um comentário:

  1. O lado bom de conhecer autora é fazer parte dos bastidores q ♥

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