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Dois corpos se amam com violência em meio á bazófia explícita. Unem-se por meio de cultos obscuros através dos quais se despem de suas máscaras, e medos... que por eles perseguiam, agora entregues ao lânguido vazio.
De tal forma, com libido, os amantes expõem altruístas o ritual em que se tocam e compartilham de sangue. O roçar das peles trás todo o calor guarnecido nos corpos que transbordam desejo, e seus olhos fulgurantes penetram  no ínfimo dos pensamentos de outrem.
Este amor que brotou do mais terrível estorvo, agora desfila com império e desafio aos olhos de quem de esguelha o olha. E os dois amantes estampam com ardor na pele, a marca da sevalgeria em que se enlaçam... a união mordaz de suas bocas, num beijo à sangue, com os corpos ligados no casamento funesto.


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5 comentários:

  1. Ousado. Desinibido. Incrível. Instigante, eu diria ♥

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  2. Definiria seu texto com apenas uma palavra: Inebriante.

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  3. Se você quiser divulgar seu trabalho no blog da Casa do Poeta de Santiago, envie um e-mail para casadopoeta.stgo@gmail.com com os seguintes dados: nome completo; foto; blog (se tiver); e-mail para contato e cidade/estado.

    Abraços!

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  4. Gosto muito desse teu lado sombrio, madame!

    Bjo!

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