Alforria

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Sou escrava de mim mesma por ser incapaz de lutar com minha total força contra estas correntes que me prendem ao amor. Esse monstro rasga meu controle e por dentro eu declino, eu me desfaço e caio em tentação de buscá-lo. Caminho pelas ruas e lugares rezando para vê-lo mesmo sabendo que isto eu não deveria desejar, pois o amor é tão imenso que machuca estupidamente o peito e explode sempre que o vejo.
Dói permanecer neste cárcere e ver que tudo isto é vão, ao passo que nem mesmo ele sabe que sofro por amá-lo. Eu reviro a vida na esperança que a desordem me faça esquecê-lo mas as coisas sempre acabam por fim, tendo algo deste que tanto gostaria de odiar.
Como uma droga que mata aos poucos, sua existência e sua falta matam-me diariamente quando lembro-me que fui amar errada, quando vejo que eu amo só. Não poderia existir alguém mais controverso para meu coração escolher, e aqui estou eu charfundando inútil em um sentimento que não foi tomado pelo dono.
Resta-me caminhar arrastada e presa por esse peso esperando o dia em que o amor se canse de mim e finalmente me dê alforria. O que me sobra é viver com a morte aninhada no peito aguardando a hora em que não doe mais esta escravidão malévola. Só posso esperar o fim; e que chegue logo para libertar-me.


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2 comentários:

  1. Eu também estou esperando.

    P.S.: vamos acender as velinhas para a nossa desgraça, Diva :B ♥

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