A Incapaz

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Acaba-se tudo sem que nada precise ser dito. Se tudo estava bem e certo basta que o veja, que ouça sua voz, para que tudo desmorone; e é quando a raiva por o amar a domina, é quando a tristeza toma conta por não tê-lo.
Bate a enorme vontade de poder matá-lo dentro de si, de sair fugida e sem rumo para longe o bastante para esquecê-lo e perder a própria identidade no tempo.
Recai a verdade que enquanto não libertar-se não haverá vida adiante, e não poderá sequer tentar seguir com um amor alternativo.
Em cada rock tocado lembra-se dele, e sofre frágil, por não ser capaz de afastar-se do que tanto a martiriza. Segue sorrindo de sua própria dor, e fingindo que pode fingir estar bem.
É o fim do mundo à cada memória; tudo o que poderia estar curado volta à renascer em carne viva. Em novos cortes vai sangrando este amor maldito, e vai desmoronando decepcionada porque achava que poderia aguentar até que o tempo fizesse algo.
Somam-se as verdades de que é incapaz de fugir, caem por terra as sentenças tortuosas e, os tão distantes sonhos de amor afastam-se ainda mais... resta somente a solidão em morte.


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Um comentário:

  1. Estamos na mesma, como sempre. Acho que nunca antes li algo seu que se parecesse tanto - ou melhor, que fosse igual, exatamente igual - quanto o que eu mesma sinto ♥

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