Tormento

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Como dou-me conta do prazer que sinto agora ao derramar estas lágrimas, e vejo o quanto me habituei à sentir a mesma dor.
Pesado, meu coração deseja escapar das escolhas que o esperam, pois dentro dele corre um sangue negro que anseia ser derramado somente por um.
Como então achar palavras que menos doam àqueles que eu não desejo ferir, se por alguns instantes uma outra eu grita para que eu ceda às promessas?
Sinto a loucura se apossar do pouco que me resta, e o silêncio me ordena coisas para que eu continue passiva.  Lá fora todos esperam que eu aja, enquanto eu ainda me sinto presa ao monstro que não quer me pertencer.
Esperam que eu faça escolhas enquanto o tempo correr e alguns já esgotam-se de mim. E mesmo que eu espere de mim mesma algum rumo, meus medos já ornaram-se maiores que minha própria vontade.
Eu vejo corações que pela minha vida cruzam à me oferecerem ajuda, mas o feitiço que o monstro lançou é bem maior que a força do mal. E no ínfimo, o amor que sinto é tento pelo meu tormento, que eu não desejo deixá-lo e seguir com as boas almas, sinto-me pertencente à esta lama em que charfundo.


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Um comentário:

  1. Quanto menos coisas fizermos e menos pessoas conhecermos, menos estaremos vivendo. E é esta é a única saída para que consigamos sobreviver enquanto esperamos impacientemente pelo fim.

    P.S.: estou morrendo de saudades de ti, Diva D:
    E estou com muito peso na consciência por não termos conseguido fazer muito com aquele nosso texto/poema/sei eu lá que diabos. Sinto que não consegui te ajudar muito, mesmo que as suas palavras tenham me levado por vários outros caminhos.
    Enfim. Espero que você esteja bem e que consigamos nos falar logo ♥

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