2º Carta

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Naquela noite, mais uma dose do vício, e um pouco mais de dor para mim mesma. Já tão acostumada e controlada somente por uma voz, a doença se espalhava certeira pelo sangue, e eu mesma podia ouvir os estilhaços do resto do meu coração caírem lá dentro.
Naquele momento em que eu desfrutava de meu martírio, eu esperava que você pudesse saber de meu amor, que ao menos me enganasse fingindo gostar.
Dava meu sangue para ao menos uma noite você me iludir; eu vendia a alma por ao menos uma chance.
Mas tudo era somente desejo, pois você estava longe e não podia sentir o que me causava. Tudo em vão pois você já não se lembrava mais de mim; e o tempo a a distância foram meus assassinos finais naquela noite... que insiste em se repetir.


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3 comentários:

  1. Passamos a vida morrendo por uma chance, é verdade. Mas tenho certeza de que, se ela nos fosse dada, desistiríamos de tudo apenas para deixar as coisas como sempre estiveram - talvez porque gostemos de sofrer, talvez por medo de aceitar qualquer coisa que não seja o que já sabemos.

    P.S.: ok, não posso deixar de dizer que acho que nós duas estamos tendo problemas com os títulos, é - mas se for só comigo mesmo, ignore o comentário UHASUSHUSHASUAHUH

    Saudades também, Diva. Não pude entrar esses dias e enfim, mas creio que já estou de volta (H) ♥

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  2. Isso me lembra de um poster que eu tenho pregado na minha parede.. "Você sacrificaria sua vida por uma noite de amor?"
    Quanto ao que disse, só digo uma coisa: Sim!

    Por mais que tenhamos completa certeza de que isso só irá nos fazer ainda mais em pedaços, parece que é incontrolável o desejo de nos entregarmos a dor e nos deixar levar pela doce amargura de seu sabor.

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  3. eu nunca falo nada filosofico/poetico pq em relação a seus textos não si precisa dizer nada apenas admira-los...


    http://testemunhostick.blogspot.com/2010/09/o-maior.html

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