Praxe

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Eu deslizo pelo assolo de minhas esperanças,
que de tão desgarradas de mim mesma, tornam-se outras armadilhas.
Eu batizo e patenteio mais um fracasso e o guardo no fragalho coração,
que de tão repleto de dolência, esquece-se quase sempre de bater.
Eu sangro diversas tentativas,
que de tão dúbias, transmutam-se em espinhos cruéis e diários.
Eu choro o meu devir real,
que de tão comum e desvairado, faz que no fim das contas eu permaneça só.
Eu, que de tão devastada, fracassada e enfraquecida,
acabo por viver na morte, e muda, gritando em vão pelo inestimável fim.


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