Um Dia Apocalíptico

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Tudo estava certo demais para ser real; por isso então que eles caíram por terra, e quando o tempo enegreceu, o inferno subiu para uma guerra.
O vento gritava pelas esquinas e cheirava à desgraça. Quando grandes fendas abriram-se no chão, o medo saiu em disparada, atirando para todos os lados.
Começou a chover sangue, e os raios foram caindo, os trovões ecoavam e lá no fim o sino badalava o fim da vida.... eles logo chegariam.
Quando pode-se escutar os arrastados de seus pés, os gritos ficaram estridentes e tudo transformou-se em fuga.
Eles chegaram devastando a vida, sugavam o amor, e como animais endoidecidos, mataram tudo vivo. Somente os corpos restaram para a história, e o passado tratou de recolhê-los.
Então chegou a dor, gemendo e se arrastando, para avisar que a morte vinha logo mais buscar os que lutavam e resistiam.
Quando ela chegou, tratou de ceifar os sobreviventes pouco a pouco, percorrendo cada rua. E quando foi-se, levou consigo a dor e o medo, suas eternas sombras.
Acabada-se a vida e devastada toda a cidade, os demônios já satisfeitos, voltaram para suas tocas sonolentos e sorrindo com a face desfocada e possuída pelo mal. Era chegada a hora de o vazio fazer sua parte e espalhar o seu manto maldito pelos caminhos e estradas, para que eu pudesse finalmente caminhar por eles e reinar, como agora o faço.


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5 comentários:

  1. simplesmente incrivel.

    Caramba eu imaginei cenas ocorrendo dentro de uma igreja e coisa desse tipo muito bom

    bem q tu falo q era o mais viajado dos teus poemas ahsuhasua mas tb e um dos mais legais

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  2. Belas palavras Ariane e stick nao achei vijado nao achei muito bom o pessamente se encaixa muito bem parabens linda.

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  3. Lembrou-me um pouco Trevas, de Byron.

    E não posso deixar de dizer, cara. 19 seguidores, estou orgulhosa ♥ UASHUSHAAUSHASU

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  4. Somos o vazio infinito, mas sabemos que em algum ponto desse "infinito", gritamos por algo que nos preencha. Quem sabe os mortos não se tornem uma grande companhia, afinal?

    Adorei.

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