Súplica Inaudita

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Vagar por ruas soturnas como para abster a solidão que afoga fatalmente num enleio, os resquícios de vida que lutam no meu peito.
Arrastar o espírito morno por noites sôfregas, em tentativa de fugir do desatino que expande-se em disparate pela miúde lucidez que corre em minha mente.
Minorar a dor com gritos somente silenciosos e errôneos, por assistir à vida correr pelo tempo indiferente aos meus anseios de à ela pertencer.
Trata-se do declínio de mim, que nada tive e não tenho senão pois, ilusões e dor, que tais mantiveram-me à caminhar pela penúria da vida, em penumbra num último ímpeto mortal.


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3 comentários:

  1. Mas por que - e para quem - estamos gritando, afinal? ♥

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  2. Adorei o novo layout. *-*

    Sabe, assim como acabei de escrever no meu blog, isso me fez pensar em algo. Será, Ari, que não está gritando para si mesma? (:

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  3. se for quem eu to pensando o texto fico perfeito em relação a situação :/

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