Quantas noites eu não durmo,
Com tua imagem que me assombra.
No cerrar dos olhos eu fujo,
Perseguindo tua sombra.

Tu és para mim a ferida constante,
Que no anseio de se curar, não cura.
Uma dor doce que me faz amante,
Enquanto escrava da felicidade que não dura.

Em segredo toda noite por ti choro,
No silêncio da distância que me mata.
Nessas minhas noites intermináveis, eu rogo,
Que teu coração- por um segundo- por mim bata.

Minhas lágrimas teu nome chamam,
E o meu corpo te pede um favor.
Dias e noites, sem fim, te clamam,
Por mim, um pouco de amor!

Eu adormeço envolta nesse furação,
No peito, repleto de amor perdido.
Tento te mandar embora na escuridão,
Tua lembrança fica com meu coração partido.



 
   O mundo está em silêncio agora, eu ouço os ecos de minha solidão. Levada aos quatro cantos eu me vejo perdida como um legado de esquecimento. Minha sombra chora, e o meu céu desaba até minhas dores doerem como o inferno que eu grito neste mundo.
   Eu vejo, mas enxergo só, eu caminho, mas ando em silêcio, enquanto o mundo acaba e o meu silêncio consente o segredo de meu coração... todos esses anos calado e adormecido, assim como eu me tornava também o escuro da noite.
 
   Eu seguro meu suspiro de angústia, mas a tristeza faz milagres em mim. Pois ninguém sabe como cansa estar nessa longa estrada de solidão. A vida nada além me tem sido do que um sabor amargo.
   O mundo dorme agora, mas eu me rasgo por dentro na esperança de ser ouvida. Estou quebrada em pedaços numa cacofonia de desespero. Meu amor se derrama em derrota assim como a água lava a ferida de uma criança inocente. Eu estou gritando ao cair da noite, estou indo num caminho sem volta porque o mundo adormeceu para mim.
 
   Ao longe algum piano reverbera notas fúnebres tal qual esta noite, a lua observa soberana a noite cantar sua canção lírica de solidão. De algumas janelas estendem-se os gemidos e o cheiro de sexo, enquanto que de outras a névoa envolta de tristeza conta que ali sofre alguém. Enquanto uns ardem de vida, outros esmorecem na terrível morte da esperança.
    Os corvos permanecem empoleirados nos galhos que gemem, e o vento desfila livre em assobios de desdém. As folhas estão vivas, uma delas roçou meu braço que num arrepio da pele, desejou novamente ser tocado.
    As almas cantam, eu ouço, as almas cantam e choram em ecos, em sussuros e soluços, o piano reverbera a dor, o violino rasga a noite gritando morbidez.
    A solidão se aproxima de meu corpo, me cobre com seu manto doce, eu choro por mim mesma enquanto nada lá fora muda. Eu calo em meu silêncio gritante, porque o mundo não pode me ouvir.

 
   Meus olhos injetados de sangue percorrem as ruas, em desalento, arrasta, a tristeza por sobre meus ombros. Meu coração em desalinho bate em descompasso, e sem rumo minha alma vagueia na solidão de todas as noites
   Num sopro de alívio de sufoco, eu sussurro meu último adeus, marcado e manchado pelas lágrimas finais de uma história sem final feliz. O vento toca minha alma fria enquanto o mundo fica distante...

   Meu coração doí, eu posso senti-lo sangrar, sua dor me pertence, sua morte é a minha. Eu estou sôfrega como um violino, e não ouso declarar mas está claro que a escuridão me persegue.
   Por mais que eu corra estarei eternamente presa numa terrível câmera lenta, engasgada de gritos internos, encurralada pelos meus próprios medos, e não há mais fôlego em mim para eu me fazer ouvida.



   As lágrimas secaram,o coração congelou, dura como rocha eu construo minha muralha para esconder o holocausto dentro de mim. Apesar do  sangue  ainda  correr  nas  veias, apesar disso  eu quase  vivo- já morri.
As feridas já se fecham, ficam as cicatrizes, porque estas permanecem. Apesar da dor já não doer como antes, ainda dói o suficiente todos os dias, apesar disso eu sofro como sempre sofri.

   E agora, tudo se foi, de nada valeu, porque para cada gota de felicidade tenho um mar de tristeza, e o que fica é a única verdade: o fim. E agora, virou cinza e apagado, porque eu virei uma página vazia, e rasgada, fui arrancada do livro que eu queria pertencer.
   Desculpem-me todos, mas eu demorei a perceber que sou a folha rabiscada, repleta de rascunhos que não interessam à nenhuma história.

Repito essa foto num post meu porque eu realmente gosto dela. 

O teu fantasma me persegue e eu persigo o laço que me mantêm presa à dor.
Tuas memórias são facas que me apunhalam o peito, e o teu nome é o que macula meu amor.
Eu sinto prazer em me torturar com o inacabado, eu sinto esta solidão e fracasso como um templo de louvor.

Eu vou te perseguir, porque não quero ficar em paz. Eu vou  continuar obsessa até não poder mais.
Eu vou me torturar, para que teu coração pague. Quero sofrer com teu fantasma até que ele finalmente me mate.


Estou escrevendo enquanto choro pela última vez
Estas serão minhas últimas lágrimas para você
Agora posso deixá-lo ir porque finalmente descobri
Que você nunca esteve comigo, nunca houve amor.

Dou-te adeus, você já tinha partido
Eu apenas fiquei presa ao tempo, presa
Num fantasma, dentre tantos escolhi ninguém
Você nunca esteve aqui, nunca houve amor.

Eu te entrego minhas últimas lágrimas
Pois agora preciso da tristeza para seguir
Você já está longe, eu não te alcanço
Mas me despeço, porque você não estará aqui.


Somos desconhecidos esperando a partida,
No trem silencioso que chega à meia-noite.
A história que não foi vivida,
E assim não poderemos voltar atrás.

Onde o amor que tanto sinto e guardo,
O coração injuriado que se afoga em dor.
Estamos indo por caminhos distintos,
Mas eu não consigo deixar de lhe ter amor.

Somos desconhecidos esperando o fim do amor,
Este fim, que é mais triste que o fim de nós dois.
Vamos partindo calados para outros rumos,
Deixando para trás a história que não foi.

Só não consigo fazer partir do meu peito,
Este amor que me adoece o corpo,
Ainda que o trem já tenha chegado,
E eu tenha que deixá-lo ir.
   Eu lutaria por você até que o mundo desmoronasse. Quando a noite te cobrisse de tristeza, eu estaria lá para entristecer-me contigo, e quando o medo fosse maior eu seguraria tua mão e temeria contigo.
   Se não houvesse rumo, se o destino fosse perdido, contigo eu andaria sem direção, e se enlouquecesses, eu iria para o fundo do poço junto. Eu faria de dias noites e viraria o mundo do avesso, eu picharia muros com o teu nome, eu te beijaria numa madrugada chuvosa para nossas lágrimas morrerem, mataria meu amor para morrer por ti.

  Mesmo que céus e terras caíssem sobre nós, com cortes e feridas, na dor eu persistiria por você. Eu enfrentaria os nossos demônios, eu tomaria tua dor para mim, eu não te deixaria nunca mesmo que o nunca seja muito tempo.
   E quando o amor vacilasse, e de mim você não mais gostasse, eu me fingiria de louca, eu diria que não ouvi, viraria mendiga do teu amor para continuar te dando o meu.

Tudo isso e mais o inalcançável eu faria por ti, se tivesse tido a chance de amá-lo como ainda quero. Poderia ter sido, mas não foi.
   O destino ruiu como o chão de terra seca do deserto, ao som da serpente que rasteja venenosa para sua cova. Dois caminhos que se separam dolorosos deixando para trás a dor que grita de seu coração; como o frio do gelo, as vidas foram quebradas, o amor foi para o escuro apartado, longe e enterrado numa maldição.
   Poderia ter sido, mas não foi. Não tem sido fácil esquecer, mesmo que deveria, e pior que a certeza do não é a dúvida do talvez. Saber que hoje poderia ser diferente do que é, torna-se meu calvário diário, o mundo é um estandarte de escárnio de minhas falhas, as lembranças são fantasmas que noite e dia me perseguem.
   Hoje são dois rios separados, o amor jogado ao vento, enquanto o ódio ainda se importa e a indiferença me faz companhia. Nada do que eu possa fazer mudará minha derrota antes da luta, estou vendo os dias cantarem minha solidão e o tempo levar, pouco a pouco, o resto de esperança que eu ainda tinha dessa história dar certo.

   Nos vales distantes, o cavaleiro galopa em seu cavalo negro, deixando rastros frios de desilusão pelos caminhos sombrios e silenciosos. Pela noite soberana, o cavaleiro corre em fúria e sem destino, o coração pesado, insistindo em lhe doer o peito.
   O vento sopra por sua capa de solidão, e dançando sorrateiro, vai tocando os arvoredos que gemem. O vento num sussurro, trás de volta a solidão do cavaleiro ao castelo.
   Do outro lado, presa no castelo, ficou a donzela perdida, que verte lágrimas de despedida enquanto sofre com a partida de seu amor. Vestida de tristeza ela esmorece, com o coração sangrando no peito, enquanto a chuva se confunde com suas lágrimas e os trovões ecoam o fim de uma história.
           Eis que o céu chora e se vinga de tamanha dor!
   O sol esqueceu-se de nascer, a esperança fugiu afugentada pelos raios. Enquanto ele foge, ela permanece, e a distância que os cobre vai sufocado-os, e por mais que durmam não descansam, por mais que corram não se alcançam.
          Eis que o céu ainda chora, e se vinga separando os dois!
   Livres da paz, estão finalmente prontos para a batalha, desbravar a guerra da perda, ferir-se dia após dia em busca da redenção, da cura, da liberdade. Porém a guerra está perdida, a redenção é o começo do pesadelo de uma vida repleta da dor do amor.
    Eis que o céu chorará pelo resto de suas vidas, e viva o maldito amor!

   Espero que haja perdão para minha alma, que de alguma forma, essa minha tristeza não seja tamanho pecado que me condene ao inferno. Não havia ninguém lá quando eu menos mereci e mais precisei, eu estava com minha própria solidão, no escuro da dor, e agora- mesmo já chorado todas as minhas lágrimas- ainda dói imensamente e eu não consigo de triste deixar de ser.

   Eu guardo porque sei que não entenderiam, eu finjo porque é o certo a se fazer, mas dentro de mim já não há esperança alguma que mude o gosto de minha vida amarga. Essas feridas que pulsam não cessam, e o vazio ocupa tamanho espaço em meu peito porque sou agora apenas como uma melodia frágil e intocada.

   Pobre diabo de coração, inconsolável é tua dor e esta mágoa que te afoga é sem remédio. O corpo que te vela já não guarda repouso, dentro d'alma falta uma paz.
   Estes passos, que vagueiam cansados pela solidão, carregam oh ti, pobre coração, por um estranho oceano de vazios.
  A fera que corre em teu encalço devora todo o amor, e a tristeza, furtiva, rouba tuas lembranças, coração desvalido.. ouça meu suplício, e pare de bater.

   Estes buracos que usurpam a felicidade violenta que outrora existia, preenchem o vazio onde antes florescia corações. O amor que se extinguiu num sopro de solidão, agora jaz sepultado na ilusão que se vivia.

   A vida torna-se restos propagados no esquecimento da eternidade, quando seu coração é quebrado e você perece na escuridão. Mas você está tão invisível, que lágrima alguma é capaz de contar-lhes sua infelicidade. Já não és coisa alguma além de um corpo repleto de sofreguidão.

   Você não sabe se pode aguentar até que não vê outra alternativa senão caçar forças em suas profundezas, então você permanece vivo por si mesmo enquanto segue sendo berço de algo que até o vazio desconhece.

É quando você é preenchido por algo que a solidão teme, seus olhos já não enxergam, sua alma descansa em sono, seu coração com preguiça, tenta pulsar. Entretanto, a vida segue correndo e escoa por onde seus olhos não o alcançam, ainda que você já não esteja mais aqui, e ninguém sinta sua falta.

   Ouça, já se pode ouvir os ecos que anunciam o fim, logo se poderá enxergar os fantasmas do passado.
   As dores estão postas em seus devidos corações, que se arrastam, enquanto o ponteiro marca a hora mais lenta.
   O amor agora apodrece dentro de um cadáver, porque os sonhos se tornaram pesadelos, porque foi dito que ninguém poderá se salvar.
   As trevas preenchem os confins da alma, porque já estava previsto que assim teria de ser para algumas vidas.
   Em breve, olhe em volta, tudo será completo, eu já terei partido e a vida continuará um show horrendo.

   Uma lástima obstinada que já não lhe cabe ao peito, tamanha mácula que lhe corrompe o coração. Aos céus roga por sua alma, mesmo que a fé já não mova esperança alguma, ainda que a dor seja maior que a ilusão.
   Um amor torpe e doentio, que tanto aprisiona no horrífico silêncio da submissão. Torna-se escravo de um frenesi, com a alma sôfrega e esfomeada por uma migalha de amor, provar o gosto da paixão.


    Espero que o céu caia, a chuva irá lavar minha dor, nesta noite, depois que eu chorar, darei meu último suspiro.
    Os trovões calam meu desespero, num clarão eu ei de me enxergar, mas inútil dormir que a dor não passa, a solidão está nas sombras que caminham por aqui.


Esta dor amiga aninhada em meu coração
O sufoco pelo qual tanto sou torturada
Todos os pesares que me trancam na escuridão
Permanecem vigilantes para que eu esteja aprisionada.

Nenhum sol, nenhuma luz capaz de reviver
Qualquer esperança que outrora existiu
O coração sombrio demais para renascer
Certo de que foi o desamor que o partiu.

Em cárcere, corro em câmera lenta
No desespero tentando em vão me salvar
Mesmo que doa, sua existência me alimenta
Os meus fantasmas me obrigam a te amar.

   A noite segue enquanto eu queimo de desejo por ti, o amor pulsa em mim como uma dor física, estou ardendo precisando romper a distância que nos cobre, estou febril precisando de um beijo seu.
   Sua imagem me toma e me revira pelo avesso numa agonia de amor, meu coração reprime o gritos de tanto te amar, sua falta me deixa escassa, enlouquecida, enquanto não posso tocá-lo.

   Eu começo a criar cenas contigo para suprir tua ausência, eu sinto essa dor na pele que se arrepia imaginando o teu toque na minha.
   O teu sorriso é para mim tão precioso, que me rasga o peito numa pontada de fascínio, a tua voz é como um cobertor que aquieta minha alma, o teu corpo me rouba a respiração.


   A distância que nos cobre embalda meu coração, como atracado num porto, permanece naufragado. Sinto o peso da dor, o frio da indiferença, os desencontros que me cortam em pedaços.
   Esse amor gélido faz-me sangrar, como se por dentro pelas rachaduras, escapasse toda a tormenta que me invade. O ar me escapa, enquanto sufoco sem voz com suas imagens apunhalando-me o corpo.
   Sinto-me berço de um enorme vazio, que revolto, me envolve como um veludo negro de silêncio. Meus olhos dopados, o enxergam em todo lugar, e se por eles olharem verão o teu reflexo.

   Meu sangue corre em minhas veias que gritam por um pouco de amor, minh'alma chora, gélida, perdida numa ilha de incertezas.
   Carrego meu corpo desiludida, sôfrega, como se fosse morada de uma geleira espessa e frágil. Meus nervos beiram o caos, minha dor se multiplica como cobras venenosas, me traem e corrompem sem salvador.
   Valha-me Deus, meu amor é doentio! Esmoreço nesse caos sofrendo de paixão. Estou desfigurando-me, decrépita, definhando solitária num precipício, e você tarda em me salvar.

   Perdoe-me por querer deixá-lo partir, deixá-o livre para iludir outro alguém, enquanto estou tentando esquecer que você não me pertence.
   Desculpe-me se já não sou capaz de jogar o seu jogo; fracassei em descobrir seus pensamentos, porque meu amor é doentio demais para nós dois.
   Eu devo continuar o amando, mas não poderei o ter, isso está me matando e o levando junto.
 
   Já não enxergo essa história com os mesmo olhos, estou tentando juntar meus pedaços para explicar. Desde você a vida já não é mais a mesma, eu já não me lembro como me sentia quando não estava com o coração partido.
   Quero ser preenchida pelo vazio, jogada ao vento sem amor, mas não sei como soltá-lo de mim pois você está em todos os lugares.
   Meus sentimentos continuam intactos, o coração perturbado, permanece mergulhado em aflição; espero a hora em que você vai escapar, estou vendo isso acontecer.

      Presa num amor por um alguém que tu nunca fostes, vivendo uma história qualquer que eu mesma criei. Estou amarrada por uma desilusão e o meu coração vai sangrando sem dono.
   
     Não sei qual de tuas faces estou a amar, mas sei que és tantos que no fim não és nenhum, porque no fim das contas tu não és nada do que planejei para mim, e não sei o que justamente disso faz-me te tanto amar.
    Alguém explique-me como posso amar e insistir no erro de viver com um alguém que não existe, como posso ser tão doente a ponto de não conseguir libertar-me desse monstro invisível, que não me toca, não me olha, mas vejo-o a me espiar nas ruas onde ando.
    Eu amo aquele que na verdade, não és, mas que gosto de imaginar existir, amo o que poderias ser se quiseres e não o que verdadeiramente és. Eu não te quero assim, na realidade, quero-te como te imagino em minhas ilusões, de um jeito que seja melhor para mim.
   
     A vida real é minha morte, que grita a verdade sobre ti, que me lembra e me traz de volta a tua face, enquanto eu só te tenho na ilusão.


    Caminhara desatento por vezes em que tinha vontade de fugir de seus próprios pensamentos, naqueles caminhos que achara necessário se perder.
    Com tendências e manias de devasso, foi ficando mais fácil, num passo a passo para cada ato, virara outro que já desconhecera.

    O caráter, uma lacuna, caminhara por precipícios beirando a loucura, sendo berço de todo um mal que infestara seu coração.
    Todo completo, de fúria repleto, destemera o amor. Porém não se salvara, e enquanto perecera no mal irremediável, por seus pecados pagara com o que me fizera sofrer.


   Antes que eu me dane, e parta para a loucura, que a noite me consuma até o meu adormecer, eu espero te sentir em cada esquina por onde eu andar, eu espero te tocar nesse vento noturno.
   Quando o fogo me queimar por inteira, e eu já for todo um regaço de dor, e de tão devassa que fui na noite tiver em mim tanto cansaço, eu espero poder encontrá-lo nos meus sonhos.
  
   Depois que a noite me morda e eu já estiver inebriada, com os sentidos já perdidos e tomados pelas ilusões, se eu já pertencer à escória destas ruas, que você seja meu salvador e seja capaz de fazer-me cerrar os olhos embalada pelo teu amor.
   Se for para me perder, que seja com você, e eu não temerei nenhum pesadelo. Que eu me corrompa nos teus erros e não sinta nada mais que prazer, porque eu quero estar em você numa noite como essa, e estar nesse adormecer.
   Há sempre o coração que rasteja, inocente quando nunca foi amado e se afoga nas águas negras do amor. Dessa pele nasce as cicatrizes, os cortes de amar por dois quando nunca houve um verdadeiro laço que se fizesse sentir.
   O pouco que se têm de vida, mas que tanto já sofreu por outros que não lhe tinham amor, e nenhum outro foi capaz de fazer valer a pena, logo, este coração nada mais é que um fracasso, mendigo, que esmola alguém que lhe ame.

   Por dentro, permanece intocado e transbordante, derramando amor, e deixando rastros, mas caminhando só com os olhos e a espera à procurarem por um salvador.
   Por fim e nele, chegando ao cair das máscaras, não houve nenhuma história que valesse a pena contar, porque nenhuma foi vivida. Não existiu quem fosse morada do coração, e ele continua gélico e adormecido, porque eu não fui capaz de ser um amor, não provei o gosto de ser um par e permaneço crua porque talvez eu não fui feita para ser amada.
  
    Em minha vida está lavrada uma sentença à qual não posso lutar, todos os meus dias - no passado, no agora e provavelmente nos que virão- estão repletos de uma maldição que assombra e persegue-me, porque eu fui escolhida para ser esquecida pelo mundo.
   O alcance de minha memória traz de certeza todos os males que já vivi, quando olho para trás não há muito de que eu possa me alegrar, e se todo o meu viver é manchado de agonia, nem auto-piedade me serve mais.
   O certo é que nem as coisas mais tristes do mundo são suficientes para abarcar minha dor. Nem mesmo elas me servem de consolo; não há nada dentro de mim que eu possa aliviar pois por dentro já não há mais vida.
   Porque simplesmente algumas pessoas não nasceram para serem felizes, não importa o que façam, não importam quanto tempo for; e a cada dia mais que vivo mas morro nesta vida, vou tendo a certeza de que sou prisioneira desta sentença.
  
   Estou vertendo angústias por você esta noite, a agonia não me deixa em paz, e estou sem ar para gritar seu nome. Onde quer que esteja, por favor, me ame; eu preciso da certeza de que ainda posso viver.
   Se me pedisse, eu morreria por você, entregaria minha alma ao acaso, só não entenderia porquê você precisaria de minha morte como prova.    Por favor, seja minha cura, meu coração está se partindo pela última vez, e quando me faltar a voz, se estiveres longe, nunca poderá saber que estou partindo.
  
   Que seja por piedade, e que não signifique nada para você, mas querido, apenas me ame mesmo que por uma única noite. Se estou tentando domar meus demônios é porque quero reinar com você no paraíso, antes que eu caia.
   Só quero que sejas capaz de ouvir meus gritos silenciosos, que em meio ao desespero, quando eu sumir, sejas capaz de sentir minha falta.
   Apenas uma página que seja no teu livro, mas que eu possa escrever meu nome e você não esquecer.  Caminhar e ser cortada por esta lâmina, mas sentir e sangrar, até que eu possa arquejar pela última vez.
   Estamos caídos pelo campo de batalha, dando uma trégua nessa guerra sem vencedor. Embora as feridas deixem marcas e o sangue se derrame pelos justos, não há ninguém que tenha forças agora para triunfar.
   Das armas que caem por terra ficam os sons dos disparos dados, das mãos que as seguraram para a luta ficam os gritos de vitória ou de dor.
   Estes corações que por aqui estão espalhados, duelam com as mentes, e contra o inferno que trás o fogo crepitante que consome suas almas. Destas cinzas que o vento carrega restam as últimas vidas por fim, mas que os túmulos que forem fincados não sejam tombados em vão.
   Que os nossos nome não sejam apagados das pedras deste campo, que nossa memória perdure e seja eterna na lembrança dos feridos, mas que o que nós lutamos e sofremos não seja esquecido, e que o amor que mesmo desmerecido faça você lembrar-se de mim.

  Você é a doença que me causa dores, é o motivo do meu mal-estar, e dentro de mim, o que tenho de quebrado explica o que você distratou.
  Minhas lágrimas e o fervor de meu sangue tem a tua assinatura, assim como o ódio e o amor que estão juntos explodindo por dentro. E essa confusão aperta o nó na garganta que não me deixa gritar teu nome, enquanto eu só posso rezar e esperar por uma resposta.
  Meu coração dividido em dois te acusa, porque tu és o réu do meu crime, e não há engasgo que possa aliviar todo esse amor entalado no peito. Eu me pergunto o quanto terei de sofrer para ser resgatada dessa agonia, dessa mazela que me parte por dentro, e que me arrasta e vai me levando cada vez mais para um precipício onde o seu veredicto será o responsável por me salvar ou me matar.
  E se eu me lanço, me atiro em frente ao seu carro, você tem minha vida além do meu amor em suas mãos. Se é guerra ou perdão só você decidirá, e se eu morrer com a dor desse amor que você não sabe se quer ou não, serás o culpado de todo o meu fim.

Os segredos mais nefastos estão para se enterrarem em minha pele, e a noite está para dar á luz ao pequeno mostro que será, quando eu me decidir se mato ou se me atiro.
Vou me tornar as maldições e estar em toda parte, fazendo sofrer pouco a pouco e ordenando à noite que invada e sufoque. Serei fruto das mentiras e vou estar tão esquecida que me tornarei uma verdade; vou voltar para assombrar, e chamar de punição ao que me resta de tempo.
Não haverá luz nem sonhos porque eu deixarei que o fogo reine e todos os fantasmas invadão, eu não vou deixar que nenhum grito escape de ser gritado nem que haja chances para se tentar pela segunda vez.
E quando me questionarem sobre o porquê de eu traçar este caminho de sangue e vingança, vou usar o meu próprio para escrever o teu nome, fruto de tudo de medíocre que eu poderia encontrar.


Pois bem, fiquei muito lisonjeada por minha diva Luciana Nogueira Anjos Histéricos, ter indicado-me à estes dois selos de qualidade; o blog dela mais do que qualquer outro é digníssimo de recomendação, sem rasgação de seda, ela é a melhor!
Para economizar tempo pus logo os dois selos num post só, sabe como é, sem tempo, e também não estou muito afim de avisar aos respectivos donos dos blogs que indicarei.

Indo às regras:
Nome: Ariane Menezes Santos
Uma música: Snuff, Slipknot.
Humor: Se eu tiver ainda algum, com certeza não é bom.
Uma cor: Preto!
Uma estação: Inverno, pois não funciono no calor Q.
Como prefere viajar: Lugar de boa música e com boas pessoas, ah, e frio também.
Um seriado: CSI- Investigação Criminal U_U
Frase ou palavra dita por você: Quem sou eu para achar que alguma coisa que falo deva ser citada? Q.
O que achou do selo: Achei de muita criatividade do criador, e parabéns para ele.


1- Ultimamente não tenho tido muita vontade de sorrir, pois é.
2- Faz três dias que ouço a mesma música, Remeber You- Skid Row.
3- Estou tentando engordar porque não aguento mais vestir calças folgadas.
4- Ando entediada pra caralho, até porque não tenho saído nos fins de semana.
5- Descobri que arranjar um emprego quando se é de menor não é fácil.
6- Tenho sentido muitas saudades de umas poucas pessoas.
7- Tenho pensado muito em alguém que talvez não pense em mim.

Os Blogs que eu indico, e com muito prazer:

Anjos Histéricos
Cenas Da Minha Memória
Entre a Dialética
Frases de FIlmes
O Corvo
O Verme Vencedor
Pássaros de Fogo
Queen Of The Night
Rart og Grotesc
Sobrenatural
Aguardem-me profundezas, eu estou caminhando lentamente para a morte. Já posso ouví-los, queridos demônios; cada passo que dou torna o resto só um pequeno erro.
Deixem já escancarados os portões do inferno, pois estou para chegar, e trago comigo todo o ódio e a vingança que me alimentam como fogo inacabado.
Saiam do meu caminho todos os que ainda desejam viver,  pois eu escolhi o outro lado e não pouparei de arrancar alguns corações.
Mais um passo e o precipício me sorri, e antes que eu caia e perdure na eternidade de fogo, vou me lembrar dos nomes dos que aqui me fizeram sofrer.
Todo o inferno está me partindo ao meio, fazendo-me desejar que o sangue até de quem mais amo se derrame por terra. Eu tenho odiado todas as palavras não ditas, e a gélida indiferença que come minhas entranhas; eu odeio todo o amor que pulsa como verme na caixa sucumbida em que se transformou meu corpo.
Estou morta, continuando a viver e queimando com uma desgraça infinita no purgatório na terra, e no entanto ainda não sei como pode haver qualquer resquício de amor inútil em um podre coração como o meu... cada batida é uma navalhada a ferir meu orgulho.
Dane-se cada um e a todos, que tenham despedaçados seus corações imundos como tive o meu; tornarão-se a prova desprezível de que eu afoguei o meu amor numa banheira, repleta de todas as lembranças das quais você pertenceu.
Eu o matei; com minhas próprias mãos, e espero que agora isso doa tanto quanto ou mais até que o mundo possa sentir nos seus gritos a minha dor e o sabor de vingança que tem o meu sangue.
Tenho procurado um lugar dentro de mim para te pôr e esquecê-lo, apesar de você estar em todos os lugares; talvez seja mesmo em vão empurrá-lo quando eu não sei no que quero que você represente para mim.
Qualquer espaço onde tudo sobre você possa estar em mim sem que me tire a vida, de algum jeito que eu possa suportar sem que tenha de deixá-lo partir.
Estou à caça de um caminho, uma morada que te explique habitando em meu ser, e que possa sobretudo aliviar esta dor que me rasga por tê-lo aqui, mas não saber o que você quer de mim.
Somente me diga se poderemos viver lado a lado sem que isso precise ser um martírio, diga-me se posso torná-lo real, diga-me se terei de arrancá-lo e morrer, se terei de aninhá-lo em meu coração e te amar por nós dóis, ou se por ventura, eu poderei existir com você e uma história num lugar que tenha sentido para todo esse vazio.
O caos reina! Esse nosso conflito parece se arrastar para além do que nunca planejamos, você nasceu em mim e agora age como se isso não importasse. Eu me pergunto como vou viver com este jardim de espinhos dentro de meu peito, enquanto você sufoca todos os meus espaços.
 
Quando bate a meia-noite e as sombras bruxuleantes dançam nas paredes, os dois corpos se encontram no caminho do desejo e tornam-se amantes, o fogo vai acendendo a luxúria na pele que arde de paixão.
Os gemidos falam a língua da perdição, daqueles toques que caminham fulgurosos por toda parte saem fagulhas, dos beijos ardentes brotam a urgência de entregarem-se num fim.
Tremores vão invadindo as veias, percorrendo como cobras até chegarem em seu êxtase, e irrompendo como vulcões nos olhos que se olham. Explodem as sensações nos corpos que vão queimando como as velas que assistem à orgia, o mundo já não é mais mundo senão um borrão no qual somente os amantes existem.
Então eles se sussurram que querem se ter num infindável arrastar de noites, e que por toda eternidade que dure deixarão que seus corpos sejam a extensão de suas almas, como num pacto selado no prazer.
Eu vi o mal triunfar e o amor morrer no mesmo sonho em que escolhia pertencer às sombras. Numa dança de morte soltei meus últimos suspiros enquanto à passos negros caminhava para meu próprio fim.
Pela última vez recordei-me do beijo ardente, do corpo quente, que me mantinha viva num sofrer infindável, mas a música já terminava e a lembrança se desfez.
Fui impregnando em mim as notas finais, do violino que já cessava quando o último toque de piano ecoava no vão de minha alma.
Eu dancei para a morte num ritual sangrento e doloroso, para acalmar a dor de minhas veias e queimar num último fogo, até que ela viesse me buscar.

1. Estou farta de minha alma nunca estar sóbria ocupada demais em sofrer por amor.
2. Cansada de acordar todos os dias para as mesmas coisas e com as mesmas dores, carregada de motivos inválidos que fazem-me perder tempo.
3. Não tenho mais força alguma para aceitar ser escrava do tempo, à mercê de que ele cure as feridas que me abrem o coração.
4. Eu já não gosto mais de escrever sobre minha dor de amor, eu estou farta de mim mesma, do que sou hoje e do que sinto, vergonha por estar de pé e não saber qual direção seguir.
5. Preciso fazer meu coração aceitar o que minha razão já sabe, eu sei do que preciso, sei quais demônios devo matar em mim, mas não tenho as armas.
6. Eu estou cansada de me sentir em pedaços, de não ter remédio para cura, de cair na mesma teia precipitando-me no caos da mesma armadilha.
7. Não quero cair outra vez, quero gritar meu desespero, mas não quero que ninguém ouça, quero somente partir para o alívio do vazio. Deixe-me partir e ajudem-me com a ida!
De repente, todas as coisas desfeitas acolheram-me, estou com as mãos fartas de ilusões, meu coração sufocado de falsas promessas. Sinto nojo, sinto ódio de todas as pessoas, a amargura me possui, nada me satisfaz mais.
Eu estive em busca da verdade, mas quando olhei ao meu redor enxerguei mentiras, e continuo a enxergar as falsas tentativas que alguns esforçam-se em ter para iludir-me.
Nunca acreditei em amor algum, agora faço questão de não só não acreditar como de odiá-lo. Não tenho assunto para conversas, não tenho simpatia para agradá-lo, não tenho humor para fazê-lo rir, na verdade eu não passo de uma sombra cinza, amargurada, desalmada, que profundamente aninha a noite em seu coração.
Eu sou uma desistente, egoísta demais para compartilhar de meus monstros, vazia demais para tentar explicar o que estou fazendo, porque simplesmente não o sei; eu sou uma desgraça sem tamanho, por isso sucumbi e acabei de fechar-me em meu túmulo, tranquei-me em meu mundo nefasto de coisas tristes... e é assim que estou seguindo em frente, com meio coração quebrado e ferido dentro do peito, de órbitas enevoadas fitando o vazio. A vida simplesmente irá passar.
Eu tenho lapsos de gritos enquanto o ódio ferve e vai queimando nas veias. Somente desejaria que pudesse despedaçá-lo para pôr em você toda a dor que está explodindo em mim, a fim de explicar que o amo demais, e que por isso o odeio; especialmente o fato de existires e de isso ter inexplicavelmente total influência sobre mim.
Eu me parto ao meio, e você não me ama.
Quando cedo espaço ao vazio e escolho não escolher, a outra de mim que te ama por fim vence o orgulho e se importa como uma tola, e eu sou empurrada às pressas para o esquecimento... mas sou eu quem deve viver, eu que não quero amar, e não a outra que deseja sofrer.
Eu me parto ao meio, e você não me ama.
Eu queria matá-lo de mim, com minhas próprias mãos arrancá-lo de seu lugar, queimá-lo no fogo que hoje me queima. Eu queria machucá-lo até que você tivesse a capacidade de me matar ou de se matar de minha vida.
Estou sendo consumida pelas dores diante de seu trono, e eu te odeio por estar assistindo apático enquanto me corto nos espelhos tentando beijar teus reflexos.
Você me parte ao meio, e não me ama.
Minha loucura rasgando gritos de piedade, essa doença crescendo com raízes para me estrangular. Então eu me parto ao meio, e você não me ama.