Sucumbida

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De repente, todas as coisas desfeitas acolheram-me, estou com as mãos fartas de ilusões, meu coração sufocado de falsas promessas. Sinto nojo, sinto ódio de todas as pessoas, a amargura me possui, nada me satisfaz mais.
Eu estive em busca da verdade, mas quando olhei ao meu redor enxerguei mentiras, e continuo a enxergar as falsas tentativas que alguns esforçam-se em ter para iludir-me.
Nunca acreditei em amor algum, agora faço questão de não só não acreditar como de odiá-lo. Não tenho assunto para conversas, não tenho simpatia para agradá-lo, não tenho humor para fazê-lo rir, na verdade eu não passo de uma sombra cinza, amargurada, desalmada, que profundamente aninha a noite em seu coração.
Eu sou uma desistente, egoísta demais para compartilhar de meus monstros, vazia demais para tentar explicar o que estou fazendo, porque simplesmente não o sei; eu sou uma desgraça sem tamanho, por isso sucumbi e acabei de fechar-me em meu túmulo, tranquei-me em meu mundo nefasto de coisas tristes... e é assim que estou seguindo em frente, com meio coração quebrado e ferido dentro do peito, de órbitas enevoadas fitando o vazio. A vida simplesmente irá passar.


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2 comentários:

  1. Palavras que falam com exatidao o que sentis tens um grande don de se espresar com as suas palavras..

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  2. Realmente. Não podemos nunca negar que se existe algo de bom que esse estado de espírito nos traz é essa facilidade em escrever - pelo menos na maioria das vezes.

    Mas acho que comentar sempre elogiando o texto e tudo o mais é tão chato. É quase como se você estivesse gritando em japonês, e todo mundo ouvisse mas ninguém entendesse.
    Bom... eu faço parte do resto do mundo que você apenas vê, então sei que não posso fazer muito mais do que as outras pessoas. Ninguém nunca escuta ninguém, as pessoas só aprendem quando descobrem as coisas sozinhas. Mas, se você puder, há um livro que eu realmente indicaria, estou chegando ao final dele e devo terminá-lo hoje mesmo (devorá-lo, na verdade). Mas é um dos melhores que já li em toda a minha vida, e não há como não rever seus conceitos sobre as coisas mais simples diante dele.
    Se não encontrar para comprar ou a falta de grana estiver mesmo foda, é só colocar o título no Google que um dos primeiros sites do resultado tem o livro online, nem precisa baixar. Chama-se Veronika Decide Morrer, do Paulo Coelho (e não torça o nariz para ele, porque é o que quase todo mundo faz quando menciono esse escritor; é o primeiro livro que leio dele, e - pelo menos para a ficção - me passou uma ótima impressão).

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