Maldita

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Todo o inferno está me partindo ao meio, fazendo-me desejar que o sangue até de quem mais amo se derrame por terra. Eu tenho odiado todas as palavras não ditas, e a gélida indiferença que come minhas entranhas; eu odeio todo o amor que pulsa como verme na caixa sucumbida em que se transformou meu corpo.
Estou morta, continuando a viver e queimando com uma desgraça infinita no purgatório na terra, e no entanto ainda não sei como pode haver qualquer resquício de amor inútil em um podre coração como o meu... cada batida é uma navalhada a ferir meu orgulho.
Dane-se cada um e a todos, que tenham despedaçados seus corações imundos como tive o meu; tornarão-se a prova desprezível de que eu afoguei o meu amor numa banheira, repleta de todas as lembranças das quais você pertenceu.
Eu o matei; com minhas próprias mãos, e espero que agora isso doa tanto quanto ou mais até que o mundo possa sentir nos seus gritos a minha dor e o sabor de vingança que tem o meu sangue.


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2 comentários:

  1. Diabos, eu PRECISO de TEMPO para ler o seu blog! Estou me cobrando tanto, ainda não consegui nem ler a sua penúltima postagem.
    Entrei no MSN agora há pouco, e te vi por lá. Mas eu simplesmente não consigo ficar sentada aqui por mais de meia hora, cara. Tenho que sair em quatro minutos já, minha mãe vai comer meu fígado. Entro, digito, posto e ponto final (e quando faço isso, né...).

    Estou sentindo a sua falta, e ainda fico devendo meus comentários sobre as postagens, rs. Quanto a O Corvo, não se preocupe... também estou em dívida, mas pretendo postar assim que puder (em primeirã mão, acho que meu próximo post será sobre Mumificação. Sei lá. A National Greografic influencia minhas idéias, rs.).
    Espero que você esteja bem... e nem digo que nos falamos logo, porque a tendência é as coisas apertarem para o meu lado. Bom... meu tempo acabou (chore?).
    Um beijo, minha Diva querida. Cuide-se ♥

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