Sinta-me

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Quando bate a meia-noite e as sombras bruxuleantes dançam nas paredes, os dois corpos se encontram no caminho do desejo e tornam-se amantes, o fogo vai acendendo a luxúria na pele que arde de paixão.
Os gemidos falam a língua da perdição, daqueles toques que caminham fulgurosos por toda parte saem fagulhas, dos beijos ardentes brotam a urgência de entregarem-se num fim.
Tremores vão invadindo as veias, percorrendo como cobras até chegarem em seu êxtase, e irrompendo como vulcões nos olhos que se olham. Explodem as sensações nos corpos que vão queimando como as velas que assistem à orgia, o mundo já não é mais mundo senão um borrão no qual somente os amantes existem.
Então eles se sussurram que querem se ter num infindável arrastar de noites, e que por toda eternidade que dure deixarão que seus corpos sejam a extensão de suas almas, como num pacto selado no prazer.


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3 comentários:

  1. Lendo seu texto eu fui totalmente envolvida por essa cena ardente e eterna. Fiquei hipnotizada, minha diva das palavras. Adorei.

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  2. Esse texto é todo envolvente mesmo, e cheio de sensualidade!Adorei essa parte:
    "Então eles se sussurram que querem se ter num infindável arrastar de noites, e que por toda eternidade que dure deixarão que seus corpos sejam a extensão de suas almas, como num pacto selado no prazer", lindo!
    E adorei a imagem!Ficou perfeita para o post, apesar da caveira, ficou legal!
    Boa semana!Bjos

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  3. É desse tipo de coisa que eu falo quando digo para o que você tem talento. Só isso.

    Apesar da caveira na imagem, não. Por conta dela a imagem ficou perfeita ♥

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