Crua

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   Há sempre o coração que rasteja, inocente quando nunca foi amado e se afoga nas águas negras do amor. Dessa pele nasce as cicatrizes, os cortes de amar por dois quando nunca houve um verdadeiro laço que se fizesse sentir.
   O pouco que se têm de vida, mas que tanto já sofreu por outros que não lhe tinham amor, e nenhum outro foi capaz de fazer valer a pena, logo, este coração nada mais é que um fracasso, mendigo, que esmola alguém que lhe ame.

   Por dentro, permanece intocado e transbordante, derramando amor, e deixando rastros, mas caminhando só com os olhos e a espera à procurarem por um salvador.
   Por fim e nele, chegando ao cair das máscaras, não houve nenhuma história que valesse a pena contar, porque nenhuma foi vivida. Não existiu quem fosse morada do coração, e ele continua gélico e adormecido, porque eu não fui capaz de ser um amor, não provei o gosto de ser um par e permaneço crua porque talvez eu não fui feita para ser amada.


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3 comentários:

  1. parabéns...ta muito bom...
    adorei...sempre com otimas palavras...
    sempre com otimos textos...
    sempre bom....^^'

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  2. Muito profundo, Ari.
    Não experimentar como é ser amada... Me pergunto; será que é melhor amar mas nunca saber a felicidade de encontrar alguém ou ter alguém e o ver escapar de suas mãos sem que nada possa fazer?
    Dúvida cruel, não?
    Eu só espero, minha amiga, que quando você encontrar alguém, não sofra a dor de vê-la partir deixando em suas mãos um coração sangrando como o meu já jaz sob meus pés, tão jogado fora.

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  3. Gosto dos seus textos. Já leio seu blog a um certo tempo, mas só agora estou correndo o risco de deixar um comentário.
    Para mim, existe sempre um certo medo de compartlharmos nossa vida com outra pessoa. Vêmos que no mundo de hoje, há só caos. Será que o amor ainda existe de fato? Eu não sei mais.

    Parabéns pelo blog, ele é completo e bonito.

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