Redenção

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   Nos vales distantes, o cavaleiro galopa em seu cavalo negro, deixando rastros frios de desilusão pelos caminhos sombrios e silenciosos. Pela noite soberana, o cavaleiro corre em fúria e sem destino, o coração pesado, insistindo em lhe doer o peito.
   O vento sopra por sua capa de solidão, e dançando sorrateiro, vai tocando os arvoredos que gemem. O vento num sussurro, trás de volta a solidão do cavaleiro ao castelo.
   Do outro lado, presa no castelo, ficou a donzela perdida, que verte lágrimas de despedida enquanto sofre com a partida de seu amor. Vestida de tristeza ela esmorece, com o coração sangrando no peito, enquanto a chuva se confunde com suas lágrimas e os trovões ecoam o fim de uma história.
           Eis que o céu chora e se vinga de tamanha dor!
   O sol esqueceu-se de nascer, a esperança fugiu afugentada pelos raios. Enquanto ele foge, ela permanece, e a distância que os cobre vai sufocado-os, e por mais que durmam não descansam, por mais que corram não se alcançam.
          Eis que o céu ainda chora, e se vinga separando os dois!
   Livres da paz, estão finalmente prontos para a batalha, desbravar a guerra da perda, ferir-se dia após dia em busca da redenção, da cura, da liberdade. Porém a guerra está perdida, a redenção é o começo do pesadelo de uma vida repleta da dor do amor.
    Eis que o céu chorará pelo resto de suas vidas, e viva o maldito amor!


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2 comentários:

  1. Hm... Muito bom, muito bom mesmo Madame.

    Assim você vai longe ;d


    Sucesso.

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