O teu fantasma me persegue e eu persigo o laço que me mantêm presa à dor.
Tuas memórias são facas que me apunhalam o peito, e o teu nome é o que macula meu amor.
Eu sinto prazer em me torturar com o inacabado, eu sinto esta solidão e fracasso como um templo de louvor.

Eu vou te perseguir, porque não quero ficar em paz. Eu vou  continuar obsessa até não poder mais.
Eu vou me torturar, para que teu coração pague. Quero sofrer com teu fantasma até que ele finalmente me mate.


Estou escrevendo enquanto choro pela última vez
Estas serão minhas últimas lágrimas para você
Agora posso deixá-lo ir porque finalmente descobri
Que você nunca esteve comigo, nunca houve amor.

Dou-te adeus, você já tinha partido
Eu apenas fiquei presa ao tempo, presa
Num fantasma, dentre tantos escolhi ninguém
Você nunca esteve aqui, nunca houve amor.

Eu te entrego minhas últimas lágrimas
Pois agora preciso da tristeza para seguir
Você já está longe, eu não te alcanço
Mas me despeço, porque você não estará aqui.


Somos desconhecidos esperando a partida,
No trem silencioso que chega à meia-noite.
A história que não foi vivida,
E assim não poderemos voltar atrás.

Onde o amor que tanto sinto e guardo,
O coração injuriado que se afoga em dor.
Estamos indo por caminhos distintos,
Mas eu não consigo deixar de lhe ter amor.

Somos desconhecidos esperando o fim do amor,
Este fim, que é mais triste que o fim de nós dois.
Vamos partindo calados para outros rumos,
Deixando para trás a história que não foi.

Só não consigo fazer partir do meu peito,
Este amor que me adoece o corpo,
Ainda que o trem já tenha chegado,
E eu tenha que deixá-lo ir.
   Eu lutaria por você até que o mundo desmoronasse. Quando a noite te cobrisse de tristeza, eu estaria lá para entristecer-me contigo, e quando o medo fosse maior eu seguraria tua mão e temeria contigo.
   Se não houvesse rumo, se o destino fosse perdido, contigo eu andaria sem direção, e se enlouquecesses, eu iria para o fundo do poço junto. Eu faria de dias noites e viraria o mundo do avesso, eu picharia muros com o teu nome, eu te beijaria numa madrugada chuvosa para nossas lágrimas morrerem, mataria meu amor para morrer por ti.

  Mesmo que céus e terras caíssem sobre nós, com cortes e feridas, na dor eu persistiria por você. Eu enfrentaria os nossos demônios, eu tomaria tua dor para mim, eu não te deixaria nunca mesmo que o nunca seja muito tempo.
   E quando o amor vacilasse, e de mim você não mais gostasse, eu me fingiria de louca, eu diria que não ouvi, viraria mendiga do teu amor para continuar te dando o meu.

Tudo isso e mais o inalcançável eu faria por ti, se tivesse tido a chance de amá-lo como ainda quero. Poderia ter sido, mas não foi.