Sufoco

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   Meus olhos injetados de sangue percorrem as ruas, em desalento, arrasta, a tristeza por sobre meus ombros. Meu coração em desalinho bate em descompasso, e sem rumo minha alma vagueia na solidão de todas as noites
   Num sopro de alívio de sufoco, eu sussurro meu último adeus, marcado e manchado pelas lágrimas finais de uma história sem final feliz. O vento toca minha alma fria enquanto o mundo fica distante...

   Meu coração doí, eu posso senti-lo sangrar, sua dor me pertence, sua morte é a minha. Eu estou sôfrega como um violino, e não ouso declarar mas está claro que a escuridão me persegue.
   Por mais que eu corra estarei eternamente presa numa terrível câmera lenta, engasgada de gritos internos, encurralada pelos meus próprios medos, e não há mais fôlego em mim para eu me fazer ouvida.



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