O mundo está em silêncio agora, eu ouço os ecos de minha solidão. Levada aos quatro cantos eu me vejo perdida como um legado de esquecimento. Minha sombra chora, e o meu céu desaba até minhas dores doerem como o inferno que eu grito neste mundo.
   Eu vejo, mas enxergo só, eu caminho, mas ando em silêcio, enquanto o mundo acaba e o meu silêncio consente o segredo de meu coração... todos esses anos calado e adormecido, assim como eu me tornava também o escuro da noite.
 
   Eu seguro meu suspiro de angústia, mas a tristeza faz milagres em mim. Pois ninguém sabe como cansa estar nessa longa estrada de solidão. A vida nada além me tem sido do que um sabor amargo.
   O mundo dorme agora, mas eu me rasgo por dentro na esperança de ser ouvida. Estou quebrada em pedaços numa cacofonia de desespero. Meu amor se derrama em derrota assim como a água lava a ferida de uma criança inocente. Eu estou gritando ao cair da noite, estou indo num caminho sem volta porque o mundo adormeceu para mim.