Quantas noites eu não durmo,
Com tua imagem que me assombra.
No cerrar dos olhos eu fujo,
Perseguindo tua sombra.

Tu és para mim a ferida constante,
Que no anseio de se curar, não cura.
Uma dor doce que me faz amante,
Enquanto escrava da felicidade que não dura.

Em segredo toda noite por ti choro,
No silêncio da distância que me mata.
Nessas minhas noites intermináveis, eu rogo,
Que teu coração- por um segundo- por mim bata.

Minhas lágrimas teu nome chamam,
E o meu corpo te pede um favor.
Dias e noites, sem fim, te clamam,
Por mim, um pouco de amor!

Eu adormeço envolta nesse furação,
No peito, repleto de amor perdido.
Tento te mandar embora na escuridão,
Tua lembrança fica com meu coração partido.