O Dia que Nunca Chega

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   Eu fecho meus olhos, desejando que por toda eternidade eles cerrados permaneçam. A fúria que adormece em mim, se prepara para o seu despertar.
   Noites que mordem me acariciam de um fulgor maldito, até que meus olhos escureçam. A dor é longa e doce, eu me lambuzo de meu sangrar.
   Meu corpo se contorce e treme, eu vou te amando e teu fogo me queimando. As veias vão gritando e faiscando, teu nome à implorar.

   O amor vai entrando em coma, enquanto a morte de minha paz vai se aproximando. A liberdade é um dia que nunca chega, pois os sonhos não me servem ao consolar.
   Eu abro meus olhos, desejando que tua criação não existisse. A fúria outrora adormecida- agora desperta- à caça de me torturar.
  Rogando aos céus, eu disfarço meu amor desejando que tua lembrança partisse. Em vão eu desvaneço, vencida  pela sina de morrer de te amar.



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2 comentários:

  1. Ei, por onde você anda, garota? Pedi para a Carol te deixar alguma coisa pelo Facebook te pedindo para criar vergonha na cara e vir falar comigo, porque eu me orgulho de ser o único ser humano que ainda não tem uma conta naquela porra. Enfim... teus textos contrariam o que vou dizer agora, mas espero que esteja bem. Viva, ou ao menos existindo, eu sei que ainda está, rs.

    Apareça, sim? Um beijo.

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  2. Ah, me esqueci de dizer que tinha encontrado uma imagem por aí, como as que você e eu usamos nos posts, que é simplesmente a tua cara, rs. Vou tentar me lembrar de te enviar.

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