Agora acabou; todo o castelo destruído, toda a história esquecida, todo o amor desamado. Chegou ao fim a dor, o sofrimento deu o seu adeus, agora, morta por dentro, ninguém mais voltará a ocupar este peito.

      Volto com o mesmo vazio confortante, e estou aqui de braços abertos para a solidão. Sinto-me eu mesma, em paz como a minha guerra infeliz, com essa ferida escancarada eu deixo o sangue escorrer para mostrar ao mundo o orgulho desta dor.

      Eu me recolho nesta lama, fechando os olhos para a luz lá fora. Sinto as lembranças como fantasmas, que assassinos, assombram à espreita por onde passo. Deixo as horas me levarem, deixo o tempo anestesiar, mas nada me fará esquecer este fim, nada me fará ser a mesma infeliz intocada, agora tenho cicatrizes de uma história, tenho lembranças que não gostaria de ter, tenho um peito machucado por um amor quebrado, e tenho mais uma vez a solidão aqui ao meu lado; aqui estou.