Pagã

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    Eu vejo que estive presa num covil de cobras e o veneno desde então a percorrer minhas veias tornou-me animalesca e feroz na escuridão. Estive vestida de solidão e de um mal que me mantinha amarga como o veneno da dor que eu bebia, amargo como o sangue que de mim derramei.

   A minha pele foi o manto do pecado do meu corpo, e os meus olhos as janelas dessa alma desvalida. Em meus passos deixei a marca desse nome triste, e os caminhos que percorri foram árduos e tensos, onde o meu amor foi o que menos valeu, e a minha entrega a que mais sofria.

   Nos lábios vermelhos e olhos negros dessa solidão eu fui pecado, eu fui pagã, e nem de amor mais eu sabia.



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6 comentários:

  1. Ariane, gostaria de agradecer sua linda visita e dizer que adorei o seu espaço e a intensidade com que escreve!

    Estou te seguindo para não perdê-la de vista, rsrsr

    Abraço,
    Neuma Queiroz

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  2. Saudações, Ariane.

    Parabéns pelos poemas e poesias do seu blog.

    Ja estou te seguindo. E agradeço por gostar do meu Templo do Pensar Soturno.

    Caso tenha algum interesse em ver publicado suas poesias em meu segundo templo: Templo dos Poetas Ocultos. Só enviá-los para o email: luagothica@gmail.com, que no prazo de 1 semana estará publicado.

    www.templodospoetasocultos.blogspot.com


    Carpe Noctem

    LunA Daimon

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  3. Parabens, gostei de visitar este cantinho!
    Abraco.

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  4. blog foda demais :)

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  5. Ariane, super inspirador o teu texto. Parabéns!

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