Chuvosa noite que se alonga e se derrama no parapeito da varanda, uma gota  molhando é uma lágrima que derramou-se com o nome da distância, com o beijo que apagou-se.
   Tristes são os sonhos dos puros e inocentes que com ternura na paixão- mergulhado o peito nas ilusões-, afogou-se por fim na solidão.
    O peito batendo como estrondo de anunciação, com estandarte no desfiladeiro da saudade, o sangue lateja amor ao coração.
   Chuvosa noite que ainda se arrasta e lava os corpos e molha a saliva, e leva embora o tempo, fica o vento, permanece a ferida.
    O frio que lambe é o mesmo que morde, os faróis que iluminam são aqueles que cegam, e aquele que corre é quem morre ao fechar da cortina.