Ensejo dos lábios meus, minha saliva tem o teu gosto, quero os dedos de tuas mãos entrelaçados aos meus.  És a cura ao meus olhos, és o que vívido pulsa, o que de bonito lateja em meu coração. Estou enamorada por tuas costas largas e teu sorriso solto desde que meus olhos se deitaram sobre ti. Então desde que te tenho e me deixei à ti pertencer, o corpo e alma gritam loucos para te ver, doidos para ter.
    Eternos e lúgubres instantes quando o brilho dos meus olhos encontra o brilho dos teus, e nossos corpos sorriem falando a língua do amor. No dedilhar das cordas do teu violão o peito meu compõe canções de juras de amor, a pele marcada, ardida de paixão que trepida ao simples toque teu. E queima, e estremece, é como bicho solto e selvagem  esse amor feroz, que atroz, me devora de uma saudade endoidecida. Mas amor, amar-te dói, mas é para isso que vivo, é por isso que respiro... para em teu beijo verter todo o meu ar vital. 
   És aquela brasa que reaviva o fogo, és o sopro do trovão, és o sol que vence as nuvens, és o pulso do coração. Estais em tudo, és tudo...  A poesia daquela música, aquele banco da praça, aquela lua de prata naquela noite suave e a brisa doce que tremula tua camiseta.
    Amor, és tudo! Não sou mais senhora de mim desde que és meu senhor, mas amor, és lindo, e o mundo pertence a nós.


Dedicado à R.